SAÚDE PÚBLICA

Reunião debate procedimentos cirúrgicos cardiológicos no Estado

De acordo com dados apresentados na reunião pela promotora Suely Catete, pelo menos 300 pacientes adultos aguardam para fazer procedimentos cardíacos no Pará

12/07/2019 09h17 | Atualizada em 12/07/2019 09h23

Reunião debate procedimentos cirúrgicos cardiológicos no Estado

MPPA/Edyr Falcão

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A Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais e Direitos Humanos, por meio da promotora de Justiça Suely Catete, realizou reunião para debater procedimentos cirúrgicos cardiológicos realizados no Estado. A reunião aconteceu na segunda, dia 8 de julho, no MPPA, e teve como ponto de partida denúncias recebidas de pacientes de todo Pará que aguardam por procedimentos cardíacos.

Participaram da reunião representantes da Defensoria Pública, Secretaria de Saúde do Município de Belém, Secretaria de Saúde do Estado, além de representantes do Hospital Beneficente Portuguesa (HBP), Hospital Ordem Terceira (HOT) e Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Viana (FHCGV).

De acordo com dados apresentados na reunião pela promotora Suely Catete, pelo menos 300 pacientes adultos aguardam para fazer procedimentos cardíacos no Pará. Na região metropolitana esse tipo de procedimento é feito pelo o Hospital de Clínicas Gaspar Viana, Hospital Beneficente Portuguesa e Hospital da Ordem Terceira. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SESPA) a expectativa é aumentar a oferta de procedimentos dessa natureza em outras regiões do território paraense.

Enquanto o Estado não consegue ampliar essas vagas nos hospitais de referência localizados no interior os pacientes acabam sendo encaminhados para os hospitais da capital.  A promotora Suely Catete destacou, por exemplo, que há pacientes aguardando há meses a implantação de stent, uma espécie de prótese que é colocada no interior da artéria para evitar a obstrução dos vasos sanguíneos. Sobre o stent, a Sespa justificou que vem enfrentando dificuldades com o fornecedor.

Mas esse não foi o único problema apontado na reunião. O representante do hospital Beneficente Portuguesa disse que o hospital recebe pacientes cirúrgicos que dependem de cateterismo anterior (a partir de 45 anos), mas que não conseguem fazer pelo SUS, segundo ele é mais fácil operar do que realizar cateterismo.

Também é grande a fila para implante de marcapasso. No hospital de Clínicas, por exemplo, são 127 adultos sendo que 30 estão internados aguardando por cirurgia; destes 10 aguardam por válvulas e/ou finalização dos exames pré-operatórios. 

O Departamento de Regulação da Sesma (DERE/SESMA) atestou terem sido realizadas apenas 35 cirurgias eletivas em 2018 pela FHCGV e que pelo menos 122 pacientes do HBP estão com autorização de cirurgia vencida por falta de material, entre outros problemas. O maior obstáculo é que a demora pelas cirurgias impede o giro desses leitos para outros pacientes que também precisam de tratamento.

Ao final da reunião algumas deliberações foram tomadas, a promotora Suely Catete solicitou informações sobre o número real de pacientes que estão autorizados para fazer cirurgia. A promotora também solicitou aos hospitais que informem a capacidade de cada um para esse tipo de serviço. Uma nova reunião deverá ocorrer em agosto e terá como objetivo discutir a transparência dessa demanda reprimida, entre outras questões.

FONTE: MPPA

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