APERFEIÇOAMENTO

Curso compartilha técnicas de enfrentamento à criminalidade organizada

A programação do evento trouxe nomes de destaque nacional que compartilharam técnicas e experiências de combate ao crime organizado

02/06/2019 11h16 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Curso compartilha técnicas de enfrentamento à criminalidade organizada

Divulgação/ MPPA

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Membros e servidores do Ministério Público do Estado, além de magistrados, participaram nesta sexta-feira (31) do curso “A investigação do Ministério Público no Enfrentamento da Criminalidade Organizada”, realizado em parceria entre o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) e Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC).

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A abertura do evento contou com a participação do procurador-geral de Justiça, Gilberto Valente Martins. O procurador-geral, que inclusive participou da criação do GNCOC no Pará integrando o grupo por mais de 8 anos, destacou é importante haver um olhar mais crítico sobre a legislação atual, a fim de torná-la mais eficiente, e a necessidade de protocolos para avançar ainda mais nessa área. “Se não utilizarmos instrumentos próprios, se não tivermos protocolos de atuação nessa área de investigação nós não vamos avançar, por isso a capacitação é tão importante”, disse Gilberto Martins. 

A programação trouxe nomes de destaque nacional como a Coordenadora de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro, Elisa Fraga. Ela informou que o MPRJ é uma agência de inteligência reconhecida pelo Sistema de Segurança Pública do Rio de Janeiro há pelo menos 14 anos e mostrou os recursos que a atividade de inteligência dispõe, sobretudo no Rio de Janeiro.  Elisa Fraga falou sobre a doutrina de inteligência, como ela se organiza dento do MP e de que maneira o conhecimento produzido com a atividade de inteligência pode ser difundido para os promotores.

“Muito se fala sobre a importância da inteligência mas a inteligência, no que diz respeito ao crime organizado, não surte muitos efeitos se não estiver ao lado da investigação penal. Nós trabalhamos muito próximos ao Gaeco, por exemplo. Somos demandados para o cumprimento de inúmeras diligências, onde realizamos levantamento de dados, analisamos esses dados a fim de produzir conhecimento para eles. Nesse aspecto, a inteligência tem recursos para buscar essas informações e fornecê-las ao agente que está realizando a ação criminal”, disse a coordenadora do CSI.

Outro nome de destaque foi o Coordenador do CyberGaeco do Ministério Público de São Paulo, Richard Encinas. Ele trouxe um caso prático de uma investigação que causou grande impacto nas lideranças do PCC desarticulando duas grandes estruturas de tráfico de drogas em São Paulo, destruindo laboratórios e resultando na responsabilização de todos os criminosos. Richard Encinas disse que o crime organizado se globalizou. “Hoje pode-se dizer que as organizações criminosas se socorrem desse mundo globalizado. Não há, nenhuma organização criminosa de pequeno, médio ou grande porte, seja de tráfico de drogas ou de atos de corrupção, que não envolva ao menos dois estados do país”, disse.  

O Coordenador do CyberGaeco do MPSP destacou ainda que é preciso unir esforços para combater essa forma de criminalidade. “Sem dúvida a união dos órgãos de combate ao crime organizado também deve ser potencializada para combatermos essa nova formade atuação das organizações criminosas. O caminho é agir, cada vez mais, em força tarefa multi-institucional, afinal o MP é uno a gente precisa usar essa força para capilarizar o trabalho de combate a essas facções e outras organizações criminosas”, finalizou.

FONTE: Ascom MPPA

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