ARAGUACEMA

Operação conjunta do Pará, Tocantins e Goiás termina com 6 assaltantes e um policial morto

Nessa ação, outros dois bandidos fugiram para uma área de mata, onde ficaram escondidos até serem encontrados nesta quinta, no município de Pequizeiro, ainda em Tocantins

08/11/2019 07h14 | Atualizada em 08/11/2019 08h15

Operação conjunta do Pará, Tocantins e Goiás termina com 6 assaltantes e um policial morto

O Liberal

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Na madrugada desta quinta-feira (07), uma quadrilha especializada em ataques a agências bancárias e transportes de valores nos Estado do Tocantins, Pará e Goiás foi neutralizada após uma ação integrada de forças de segurança dos três estados. A operação denominada Hórus Divisa, foi realizada de forma conjunta e contou com apoio do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) e de homens da Polícia Militar do Pará.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Segup), as buscas iniciaram depois de uma tentativa frustrada de assalto a um carro-forte, há 20 dias, na cidade de Araguacema, no Tocantins, que faz fronteira com o município de Santana do Araguaia, no Pará. Na ocasião, o sargento Américo Gama, do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Tocantins, foi alvejado e morreu em confronto a tiros, que também matou quatro criminosos.

Nessa ação, outros dois bandidos fugiram para uma área de mata, onde ficaram escondidos até serem encontrados nesta quinta, no município de Pequizeiro, ainda em Tocantins. Eles foram abordados e resistiram à prisão, e por causa disso, foram baleados e morreram em razão dos ferimentos.

A operação Hórus Divisa contou com a participação de 200 policiais, três helicópteros, sendo um do Pará, um do Tocantins e outro de Goiás, além de seis viaturas. Com os assaltantes foram apreendidos um fuzil AK 47, dois fuzis 762, três pistolas e 500 munições de fuzil. Além dos agentes do Pará, a ação teve apoio das Polícias Civil e Militar do Tocantins, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Casa Militar de Goiás. 

Segundo a PMTO, o Ministério da Justiça e Segurança Pública levou em conta a integração de vários estados e a atuação interestadual do bando criminoso para apoiar a Operação na parte logística, através da Secretaria de Operações Integradas (Seopi). Esta é considerada a maior operação policial na busca de criminosos em ambiente rural já realizada no Tocantins.

Para o secretário de segurança pública, Ualame Machado, o resultado da operação é fruto do trabalho integrado entre os estados. “Tivemos êxito em toda a quadrilha ter sido identificada e localizada, demonstrando que a integração é uma necessidade nesse tipo e crime, até porque os criminosos que fazem esse tipo de assalto normalmente roubam na fronteira de um estado para atravessar para outro e dificultar a ação da polícia. Então a integração é sempre bem-vinda e necessária”, avaliou.

No estado do Pará a quadrilha já havia feito assaltos na região de Redenção, Xinguara, Conceição do Araguaia e Parauapebas, no sul do Pará. O bando conhecido como “quadrilha dos pipocas” já havia sido preso em 2015, após tentativa frustrada de assalto a um comboio formado por três carros-fortes na BR-116, no Município de Russas (a 163Km de Fortaleza), mas em março de 2017 o Supremo Tribunal Federal, por decisão do ministro Marco Aurélio Melo, concedeu habeas corpus ao grupo com base no argumento de que a prisão preventiva por dois anos configurou excesso de prazo na custódia que se diz provisória.

FONTE: O Liberal

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