OPERAÇÃO JUDAS

Agente de trânsito é preso por envolvimento em assassinato de sindicalista em Marabá

O mandado de prisão temporária de Roberto foi expedido pelo juiz titular da 3ª Vara Criminal de Marabá, Alexandre Hiroshi Arakaki, como parte do processo que apura a execução do sindicalista

28/09/2019 16h46 | Atualizada em 03/10/2019 12h47

Agente de trânsito é preso por envolvimento em assassinato de sindicalista em Marabá

Reprodução/Polícia Civil

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Nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (27), policiais civis da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) de Marabá prenderam o guarda de trânsito municipal Roberto Silveira da Silva, acusado de participação no assassinato do sindicalista Antônio Marcos Damasceno Reis, de 40 anos, morto a tiros em 09 de agosto de 2018. Roberto foi preso em razão de um mandado de prisão temporária cumprido durante a segunda fase da "Operação Judas", deflagrada à delegacia vinculada à Diretoria de Polícia do Interior (DPI).

O preso é servidor público atuando no Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano de Marabá (DMTU), segundo o que foi divulgado pela Polícia Civil, e foi detido por volta de 8h, quando saia de sua casa. O mandado de prisão temporária de Roberto foi expedido pelo juiz titular da 3ª Vara Criminal de Marabá, Alexandre Hiroshi Arakaki, como parte do processo que apura a execução do sindicalista. A polícia não detalhou qual seria a participação de Roberto no crime.

O crime

Antônio foi morto a tiros dentro da sede do sindicato que presidia, na alameda Atlântica, Bairro Agrópolis, no Núcleo da Cidade Nova, em Marabá. Segundo testemunhas, dois homens altos e fortes invadiram a sede do Sindicato Intermunicipal dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais no Município de Marabá (SIAFER) para matá-lo. Inicialmente, os assassinos teriam anunciado um assalto, mas a intenção deles era apenas uma: assassinar Antônio.

De arma em punho, um dos atiradores ainda teria perguntado quem era Antônio Marcos. Quando o homem se identificou, ele foi levado contra sua vontade para o quintal da sede do sindicato por um dos dois bandidos. O outro ficou na sede, mantendo as pessoas que estavam na sala como reféns, ordenando que ficassem caladas e de cabeça baixa. As testemunhas contam que ouviram três disparos vindo do lado de fora do sindicato. Quando os bandidos fugiram, os sindicalistas foram ao quintal apenas para encontrar seu líder morto. 

FONTE: O Liberal

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