XINGUARA

Polícia Civil prende acusados de integrar organização criminosa responsável por fraudes

A ação criminosa obteve uma quantia superior a um milhão, visto que foram identificados mais de 200 processos com fortes indícios de fraudes e que cada CNH custava em torno de cinco mil reais

01/11/2019 08h28 | Atualizada em 04/11/2019 10h15

Polícia Civil prende acusados de integrar organização criminosa responsável por fraudes

Reprodução/Polícia Civil

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A Polícia Civil do Pará deflagrou, nesta quarta-feira (30), a operação “Contramão”, para cumprir mandados de prisão preventiva. A operação resultou no cumprimento de 05 mandados de prisão preventiva sendo 03 em Xinguara, 1 em Água Azul do Norte e 1 em Uba em Minas Gerais. Na operação foram cumpridos ainda 06 mandados de busca, sendo 1 no Departamento de Trânsito (DETRAN) de Xinguara, 2 em Auto Escolas e os demais mandados foram cumpridos em residências.

Durante a operação foram presos, Weslei Lopes da Silveira, Cenage da Silva Lemes, Ailton de Oliveira, José Carlos Carneiro Santana Júnior e Adão Flávio de Oliveira Paiva. As investigações apontaram que os investigados associaram-se criminosamente para a prática de diversos crimes, dentre eles, corrupção, inserção de dados falsos em sistema informatizado, falsidade ideológica e falsidade documental.

Durante o cumprimento de Mandados de Busca foram encontrados 11 pessoas que vieram de Minas Gerais para obter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no estado do Pará. Foram encontradas ainda quase 30 CNH além de diversas impressões digitais feitas em silicone. Segundo o delegado, após mais de seis meses de investigação a operação investigava a emissão fraudulenta de Carteiras de Habilitação.

Na investigação foram identificadas as pessoas que pagavam até 8 mil reais para obter suas CNH de modo fraudulento. Conforme apurado nas investigações, a ação criminosa obteve uma quantia superior a R$ 1.000,00 um milhão, visto que foram identificados mais de 200 processos com fortes indícios de fraudes e que cada CNH custava em torno de cinco a seis mil reais.

A investigação atende a requisição do Ministério Público e foi iniciada após o Superintendente do Alto Xingu, sob comando do delegado José Carlos, que  designou o delegado Carlos César para presidir as investigações. A investigação contou com o apoio do Núcleo de Inteligência Policial (NIP) e com o Núcleo de Apoio à Investigação (NAI).

Já durante o cumprimento dos mandados, a operação contou com apoio da Superintendência do Alto Xingu, Delegacia de Rio Maria, Tucumã, Água Azul do Norte, São Félix do Xingu, Polícia Militar de Água Azul do Norte e serviço reservado e inteligência do 17º Batalhão da Policia Militar (17º BPM) de Xinguara. A prisão do investigado Ailton Oliveira, contou com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais – Delegacia de UBA/MG.

FONTE: Polícia Civil PA

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