CÂMARA DE XINGUARA

Vereadores dizem que denúncias contra a Educação são ‘falácias’ e que CPI não será aberta

Para a Comissão de Educação da Câmara de Vereadores de Xinguara, as denúncias contra a Secretaria Municipal de Educação tem cunho político devido o titular ter colocado seu nome como pré-candidato

Felipe Leonel

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09/05/2019 17h25 | Atualizada em 09/05/2019 18h45

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A Câmara de Vereadores de Xinguara realizou, na manhã desta quinta-feira (9), uma entrevista coletiva para explicar o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades na Secretaria Municipal de Educação de Xinguara. Segundo a Comissão de Educação e Saúde da Câmara, as acusações não procedem.

De acordo com os parlamentares, a proposição da CPI se deu devido ‘falácias’ que circulavam nas redes sociais e que, durante a apuração feita pelos vereadores, chegaram a conclusão de que os boatos não procediam. De acordo com a vereadora Ébia da Costa, o vereador que propôs a CPI, Roberto da Yamaha, teria retirado o pedido de abertura.

“Não há indícios de irregularidades, desde que ela (presidente do Sintepp) também assinou as resoluções, aprovando tudo que passou pelo Conselho de Educação. Diante disso, da reunião que teve aqui, o vereador Roberto recuou", afirmou a vereadora Ébia. O vereador Roberto não participou da entrevista coletiva.  

Para o presidente da Comissão de Educação da Câmara, vereador Cleomar Cristani, as denúncias não passam de ‘falácias’ em razão do secretário de Educação de Xinguara, Vilmones da Silva, ter colocado o nome como pré-candidato ao comando do município. Cleomar também afirmou esperar novas denúncias contra o gestor até o período eleitoral.

“Não passa de falácias para prejudicar o secretário de Educação, só porque colocou o nome a disposição para ser pré-candidato a prefeito. Por isso, gerou várias especulações em cima do secretário e daqui pra frente vai aparecer muito mais, ele sabe disso. Cada um que quer ser candidato, se coloca dificuldades para atrapalhar”, declarou o presidente da Comissão.

FALHA CONTÁBIL DO SIOPE

O vereador Leandro Gomes, que também é membro da Comissão de Educação da Câmara, explicou os detalhes de uma falha no sistema contábil do  Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope). O erro teria ocorrido devido uma migração de dados de um sistema de informática para outro, durante uma atualização.

A falha no Siope fez com que os valores referente aos pagamentos dos servidores fossem mostrados no Portal da Transparência em ‘duplicidade’. O parlamentar explicou que um repasse foi realizado no começo do mês, sendo que outro repasse no mesmo valor, foi feito no final do mesmo mês, constando como se fossem 200 horas trabalhadas.

“Foi uma pergunta que eu fiz ao Tribunal de Contas, mandei a documentação e o Tribunal me respondeu. Como o servidor está com 200 horas, se no mês ele trabalhou apenas 100?”, questionou, acrescentando que existe uma comissão mista entre a atual gestão e o Sintepp para resolver essa questão e que não tem relação com desvio de verbas.

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